Quem aprecia vinhos é exigente quando o assunto é qualidade. Nada mais gostoso do que reunir amigos e degustar ótimos rótulos e desvendar novos sabores, ainda mais num ambiente que estimula os sentidos. No próximo dia 16 de maio, a partir das 19h30, o Avec Rest, restaurante francês com alma cuiabana do hotel Gran Odara, realiza a primeira edição 2013 do Wine Bar: Itália – Piemonte e Toscana, conduzido pela sommelière Kézia Giugni. Serão servidos cinco rótulos, acompanhados de receitas elaboradas especialmente para harmonizações, revelando o sabor encorpado e, ao mesmo tempo, delicado dos vinhos produzidos nas belas regiões italianas.

Para a degustação, Kézia irá apresentar as características de cada bebida, aguçando a percepção dos sabores e aromas. A noite começa com Barbera D´Asti Camp Du Rouss, classificado com 90+ pontos de Robert Parker na safra de 2008, apontado como "outro vinho maravilhoso de Coppo, de notável elegância". “Trata-se de um Barbera d'Asti cheio de fruta, com ótima acidez e um sofisticado toque de carvalho, produzido por Luigi Coppo”, pontua Kézia. Os vinhedos de Barbera estão localizados próximos de Canelli, em Piemonte em solos de marna e calcário. As uvas são selecionadas em colheita manual.
Para o processo de vinificação, a maceração com as cascas ocorre por 8 a12 dias. “O vinho amadurece 12 meses em barrica de carvalho francês, sendo 20% novas, e quatro meses em garrafa antes ser comercializado”, acrescenta Kézia.A temperatura ideal para servir é entre 18 a 20ºC.
Para acompanhar o vinho, o chef Alex Moulaz e a gerente de bebidas e alimentos do Gran Odara, Ana Lucia Machado, estão preparando verdadeiras tentações gastronômicas: carpaccio de filé regado com caldo de limão com alho e ervas, lascas de grana padano e buquet de folhas verdes. “Combinar vinho e comida é uma arte. Com o vinho, uma refeição se completa mais do que com qualquer outra bebida. Afinal, uma bela harmonização é uma experiência única, em que ambos, prato e vinho, fazem um verdadeiro casamento”, comenta Ana Lucia.
Na seqüência, os apaixonados por vinho irão experimentar o Nebbiolo D´Alba Bricco Barone, um estilo Barolo mais moderno, menos madeira. Do produtor Marziano Abbona, uvas 100% Nebbiolo. O vinho origina-se do vinhedo próprio chamado Bricco Barone de 2,8 ha na região de Monforte. Possui idade média de 35 anos, rendimentos limitados e colheita manual. Sua vinificação acontece por fermentação tradicional em tanque de aço inoxidável com controle de temperatura. “ O vinho madura um ano em Botti de 35 hl e cinco meses de garrafa antes da comercialização”.
As combinações oferecidas são tortelloni alla Piemontese: massa verde de espinafre com recheio de alcatra confit, molho ao sugo e queijo Fontina. Já da Toscana, os vinhos apresentados serão Castello di Ama, Promis e Moscato Moncalvina. Castello di Ama é um dos melhores Chianti Classico, merecedor dos "tre bicchieri" do Gambero Rosso, e elaborado pelo lendário Castello di Ama, provavelmente o mais conceituado produtor desta denominação.

Apresenta uma classe e elegância incomuns para um Chianti Classico normal. “Castello di Ama foi o "Produtor do Ano" para o guia Gambero Rosso 2005”, informa a sommelière. Seu sabor é resultado da mistura das uvas Sangiovese 80%, Merlot 9%, Canaiolo 5%, Pinot Noir, Cabernet Franc e Malvasia Nera 6%. Os 50 hectares de vinhedos registrados na DOCG Chianti Clássico, localizados a uma altitude entre 390 a 530 metros. Kézia afirma que os solos são ricos em argila calcário e pedregosos e o vinhedos plantados entre 1974 e 1978: “Possui colheita manual e rendimentos limitados”. A vinificação é tradicional com controle de temperatura, com maceração entre 24 e 25 dias. Castello di Ama é maturado em 14 meses em barrica de carvalho francês, sendo 20% nova. Sua temperatura de serviço está entre 16 e 18ºC. A sugestão de guarda é de 10 anos. Para harmonizar, o Avec Rest irá servir polenta cremosa com roquefort acompanhado de ragu de rabada.
O vinho Promis é macio e envolvente, com bastante presença de boca, concentração e camadas e mais camadas de fruta. “Este delicioso tinto é produzido na propriedade de Angelo Gaja em Bolgheri, na Toscana - e leva a inconfundível assinatura de elegância do produtor Ca' Marcanda / Gaja”, orienta Kézia. Talvez o mais acessível tinto de Gaja, ele é um corte de Merlot (55%), Syrah (35%) e Sangiovese (10%). As três castas são vinificadas separadamente em tanque de aço inoxidável com controle de temperatura e o vinho maturado 18 meses em barricas de carvalho usadas. É um vinho que "parece pular do copo", segundo a revista Decanter. Temperatura de Serviço entre 18 a 20ºC, com sugestão de guarda de 5 até 10 anos.
Para combinar, coxa de pato confit ao molho cítrico, acompanhado de risoto de queijo e tartufo negro. Estes vinhos possuem teor de álcool entre 13, 5% e 14%, porém a maneira em que a sommelière decanta a bebida, são liberados os aromas e sabores, evaporando parte do álcool. “Além disso, são rótulos com valores expressivos diante de sua qualidade e a iniciativa do Wine Bar justamente facilita a apreciação de vários sabores com um excelente custo-benefício”, explica Kézia.
Para finalizar a noite, o espumante Moscato Moncalvina, fino, delicado, uma especialidade piemontesa. Com baixo teor alcóolico e levemente adocicado, a bebida é frasca e agradável, perfeita para combinar com sobremesas à base de frutas. “Este belo exemplar é elaborado por Coppo, um dos grandes nomes do Piemonte”, destaca Kézia.
Sua harmonização será feita com tempurá de morango e abacaxi com sorvete de mascarpone, elaborados pelo chef Alex Moulaz. Um desafio interessante, a harmonização de vinhos e alimentos é recompensadora. “Um realça as qualidades e virtudes do outro, se entrelaçam, lado a lado, em equilíbrio. Há regras específicas para harmonizar sabores de um prato e de um vinho. O fundamental é o equilíbrio entre ambos: o prato e o vinho devem se completar e não se sobrepor”, pontua o chef.
O Wine Bar terá outras edições nos meses de maio, junho e julho, com temas e harmonizações diferentes. Para participar desta incrível experiência, basta adquirir o convite. Mas atenção, as vagas são limitadas. Vale destacar que o acesso ao hotel Gran Odara continua normalmente, apesar das obras da Copa.
Inf.: 3616-2001